Club Ibérico de Módulos H0

Jaca 2018: crónica de um encontro

Texto e fotos: Juan Jesús Guillén
Maquete e adaptação fotográfica: Webmaster
Tradução para o Português: Natacha Santos

Decorreu, entre os dias 13 e 15 de abril, o Encontro de Primavera do CimH0, na localidade de Jaca (Huesca).

Ambiente ibérico - cimH0

Ambiente ibérico em Tatona

Sempre foi dito que cada encontro é diferente do anterior, que não há dois iguais e é verdade. O que não é diferente é a vontade e a ilusão com que somos confrontados. Não importa os anos que já levo participando nos encontros, a ilusão continua intacta.

Os preparativos

Nas semanas anteriores há uma exaustiva troca de e-mails e informação, pois é necessário fazerem-se as inscrições dos módulos e composições. “Que módulos levarei desta vez? Que comboios inscrevo?”. Depois de todos estes dados procesados, a Equipa de Trabalho envía-nos os horários, a escala das circulações, o plano da maquete e os CV1 que temos que atribuir aos nosso comboios para que não existam repetições: um grande trabalho. Seguidamente vêm todos os preparativos em casa, até ao dia anterior à partida, em que se carrega o carro (normalmente até não caber mais nada), com os módulos, os comboios, a central, os boosters, ferramentas,… Finalmente tudo pronto para sair no dia seguinte.

Cruce de composiciones en Cerros Verdes - cimH0

Cruzamento de composições em Cerros Verdes

Às vezes o encontro é perto de casa, mas outras, com foi desta vez para mim, é na outra ponta do país pelo que tive que madrugar. Por fim faço-me à estrada, que é longa até ao destino final – Jaca. A meio da tarde estaciono junto ao pavilhão onde se irá realizar o encontró. A primeira coisa a fazer é cumprimentar os amigos. A seguir descarregar o carro.

A montagem

Como já mencionei, a equipa de trabalho fez um plano do circuito, pelo que sei (mais ou menos) onde é o meu lugar. Começo a tirar as porcar e anilhas que voltarei a usar na união dos módulos. Uma vez unidos e colocados os pés começo a retirar o resto do material. Todos os outros fazem o mesmo com incrível precisão. Assim, no final da tarde, praticamente todo o circuito está montado, mas não terminado, pois alguns participantes só chegarão no dia seguinte. Portanto é hora para recuperar forças e ddesfrutar de um merecido descanso.

Puente francés - cimH0

Ponte sobre o camino-de-ferro de via estreita: primeiro módulo de um entusiasta francés do Club

Na manhã seguinte o trabalho continua. É hora de conectar os cabos, a loconet, colocar as centrais e os boosters. Assim, ao meio-dia, uma parte do circuito já está em funcionamento. E digo uma parte, porque como consequência do mau tempo e do corte de uma estrada, um dos participantes ainda não tinha chegado e os seus módulos estavam no centro de um dos ramais. Enquanto esperamos, os demais módulos são montados em blocos. Por fim, eis que chega o participante em falta e rápidamente (em cerca de meia hora) terminamos as montagens graças ao trabalho em equipa dos participantes

Estación de Bouro - cimH0

Manobras na estação de Bouro

Por fim, é necessário testar a parte do circuito que ainda não tinha sido unida. Ligam-se os cabos, as centrais e os boosters e por último a corrente elétrica. Graças a uma “engenhoca”, já não é necessário fazer circular, em modo analógico, uma locomotiva, para verificar o circuito, como se fazia anteriormente. O dispositivo mede a tensão e a polaridade da via. Como a maqueta está dividida em cantões e cada um deles é alimentado por um booster (foram usados dez neste encontro), ao passar de um cantão para outro o dispositivo deteta se a polaridade está correta. Não costuma acontecer, mas se for caso disso, troca-se a posição dos cabos à saída do booster. O mesmo se aplica aos módulos que tenham os cabos invertidos, o dispositivo deteta essa anomalía.

Convívio

Desta forma e com tudo a funcionar, vamos almoçar com o trabalho feito. Durante os intervalos para as refeições, temos tempo para conversar e conhecer os novos participantes. Este ano, contámos, pela primeira vez, com a presença de entusiastas franceses e esperamos que apareçam mais. Estamos internacionalizando-nos.

Pequeña Reserva - cimH0

Tirando fotografías na Pequeña Reserva

Nicolás veio com o seu pai, desde a localidade desde Angles e trouxe um bonito módulo de vía dupla, embora ainda inacabado, que reproduz uma ponte metálica sobre uma instalação de vía estreita. Os restante módulos são conhecidos por todos, embora tenham existido alguns novos que estavam em faze de decoração, como é o caso do espetacular viaduto de Manuel Búdia; o projeto de bifurcação de Mario Fernandes, que a seu tempo serão debidamente apresentados. Tambeém merecerá atenção o novo módulo “La calle”, de Gerardo Izquierdo, em normativa própia do clube Cim34.

Jaca – a maquete

O primeiro encontro do CimH0 foi em Jaca há dois anos e meio. Voltámos e espero que não seja a última vez. O lugar é muito luminoso, mas porque também é o corredor de um pavilhão do gelo, é frio. Como já sabia, fui bem equipado, pleo que não tive nenhum problema de maior.

Tomando unas cañas - cimH0

Bebendo uma imperiais

A maquete deste ano era em forma de estrela com quatro ramais. Tinha seis estações: Tafalla, Martingança, Cotos, Orduña, Ágreda e Bouro, todas reproduções das reais. Três apeadeiros: Las Fuentes, A Capella e La Breña. A Bifurcação Banalizada e de Alcabrichel e os complexos industriais de Tatona, San Felices e Cerros Verdes (este último já completamente transformado para vía única MQ40). No total 112 metros por onde circularam 27 composições orientadas por um complexo horario.

Cada estação tinha a informação que indicava a hora de chegada de cada comboio e para que via se tinha que deslocar para não saturar a exploração, que se desenvolve entre os chefes de estação, que diziam: “leva o 32”; “eu fico com o 43”; “onde está o 61 que não passou no horario certo?”; “Orduña o 36 segue com maquinista” ao que o chefe de estação de Orduña responde: “tudo bem, avança” e o maquinista com o seu comando sem fios, obediente, inicia a marcha.

Bifurcación - cimH0

Uma 1000 passa pelo posto de controlo de agulhas

As máquinas com um único engate ficam muito bonitas, mas complicam bastante a exploração, uma vez que têm que se invertir o seu sentido da marcha numa das placas giratórias existentes ou no triângulo de Alcabrichel. Apesar de toda esta complexidade, também houve tempo para fazer algumas manobras, como, por exemplo em Tatona ou Cerros Verdes com a tomada ou largada de vagões, ou entre Orduña e Tafalla com mudanças de tração.

Os comboios de época III e IV circularam num dia e os de época V e VI noutro.

Despedida

E assim, quase sem nos darmos conta, chegou o meio-dia de domingo e o triste momento de fechar e começar a desmontar. Mais uma vez temos que desfazer o trabalho, recolher cabos e material elétrico, desmontar e embalar os módulos aos pares e carregar o carro, que é como fazer um Tetris, porque nunca volta para casa igual a quando saiu.

Orduña -cimH0

Variedade de material em Orduña

É hora de nos irmos despedindo, uns partirão nessa tarde e outros, como eu, partiremos no dia seguinte, com uma longa viagem pela frente. E assim, até ao próximo encontro, desejando que passem depressa os meses que faltam para nos voltarmos a encontrar, desfrutar do jogo e das conversas, porque como disse no início, não há dois encontros iguais mas o entusiasmo é sempre o mesmo.

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